Durante a sua intervenção, o Ministro com Olhos de Coruja insistiu que a única coisa que realmente importa é a comunicação entre os serviços de emergência. “Se o SIRESP não funciona, o que é que isso importa? É como ter um telefone fixo em casa – só serve para acumular pó e para os meus amigos me lembrarem que sou um dinossauro tecnológico”, afirmou, enquanto ajustava os seus óculos com um ar de sabedoria que só um verdadeiro coruja poderia ter.

Os jornalistas presentes na sala, alguns deles ainda a tentar compreender a lógica da comparação, foram brindados com mais pérolas de sabedoria. “Se o SIRESP não funcionasse, o que aconteceria? As pessoas continuariam a usar o WhatsApp e o Facebook para pedir ajuda. É tudo uma questão de adaptação”, disse, com um sorriso que parecia mais um desafio do que uma declaração. “Afinal, quem não usa Facebook hoje em dia?!”

Os críticos do sistema, que já se manifestaram em diversas ocasiões, foram rapidamente desmistificados pelo Ministro com Olhos de Coruja. “Ah, esses críticos! Como se eles soubessem mais sobre tecnologia do que eu, que sou um verdadeiro expert em telefonia! Eu só ligo o meu telefone fixo quando preciso de uma boa conversa com a minha avó, e mesmo assim, está sempre a dar problemas!”, disparou, para risadas nervosas da plateia.

Entre os aplausos e as palmas sarcásticas, o Ministro com Olhos de Coruja concluiu a sua intervenção com uma frase que ressoou por todo o auditório: “A mudança é necessária, mas não para sistemas que ninguém usa. Vamos focar-nos no que realmente importa: os emojis! Eles salvam vidas!”

No final da conferência, os presentes deixaram a sala com uma nova perspectiva sobre a segurança pública em Portugal, enquanto o Ministro se dirigiu para a saída com um ar triunfante, como se tivesse acabado de lançar a nova tendência de comunicação do século XXI: “Afinal, quem precisa de tecnologia quando se tem sabedoria de coruja?”