Em um encontro que ocorreu no famoso Café A Brasileira, com direito a pastéis de nata e um bom bica, o Embaixador começou a reunião com a clássica frase: "Aqui em Israel, a gente prefere o sagrado pão pita ao barulho das armas". Rangel, sem saber se estava em uma conferência de paz ou em um workshop de culinária, respondeu: "Ótimo, mas será que dá para fazer um pão de forma? É que a minha avó sempre disse que o que importa é a forma!"
Enquanto o Embaixador apresentava as suas “táticas de paz”, que incluíam desde a construção de pontes até uma receita secreta de hummus, Rangel anotava tudo com uma seriedade digna de um estudante de primeiro ano de ciências políticas. "Acho que o primeiro passo é unir pessoas em torno de um prato de comida", disse, enquanto tentava lembrar se tinha visto essa ideia em um livro de receitas ou em um tratado de paz. "Pão na mesa é bom, mas e se eu convidar o Costa para um jantar? Isso não vai resultar em mais tiros?", questionou, já prevendo uma possível batalha de discursos.
O Embaixador, com um sorriso diplomático, respondeu: "Acredito que um bom pão pode ser o primeiro passo para um entendimento. E se o jantar não funcionar, sempre podemos oferecer um bolinho de bacalhau como alternativa". O riso ecoou pela mesa, mas a tensão política pairava no ar como um cheirinho de sardinha grelhada — inconfundível e, por vezes, incontrolável.
Após longas horas de conversa, onde se discutiu desde a importância da estabilidade em tempos de crise até a melhor forma de temperar uma salada, chegou-se a um consenso: a paz pode muito bem iniciar na cozinha. E, se tudo falhar, sempre há a possibilidade de organizar um festival de comida. "Um festival, uma festa! Assim, ninguém vai querer atirar — todos estarão ocupados a comer!", brincou Rangel, enquanto o Embaixador anotava a ideia para futuras reuniões diplomáticas.
Ao final do encontro, ficou acordado que Rangel se comprometeria a trazer mais receitas para a mesa política e que, em contrapartida, o Embaixador enviaria um especialista em gestão de conflitos. Afinal, se há algo que a história nos ensinou, é que a combinação de comida e humor pode ser mais eficaz do que qualquer tratado de paz. No entanto, ainda restava a pergunta crucial: quem traria o pão?
