Enquanto isso, os alunos, que parecem ter uma habilidade inata para a evasão escolar, estão a tentar escapar da instituição de ensino a pé, como se fosse uma maratona. As autoridades educativas estão a considerar a possibilidade de instalar uma linha de metro expressa entre as escolas e as casas dos alunos, para que possam fugir de forma mais eficiente. “Se os professores podem tirar baixa, nós também podemos ter uma alternativa de transporte”, disse um estudante que preferiu permanecer anónimo, mas que claramente estava a usar sapatilhas de corrida.
As reuniões sobre vagas e migrantes, que poderiam ser facilmente confundidas com um reality show de sobrevivência, têm causado um aumento significativo nas taxas de absentismo entre os professores. “É mais fácil ficar em casa a ver séries do que ouvir sobre a distribuição de vagas como se fosse uma rifa de São Martinho”, comentou um professor de História, que estava a tentar recordar a última vez que se sentiu realmente entusiasmado com uma reunião.
Os alunos, por sua vez, têm métodos bastante criativos para evitar a escola. Desde a famosa técnica do “desaparecimento mágico” até ao “esguicho na hora H”, a evasão escolar está a tornar-se uma arte. Um aluno revelou que o seu plano é simples: “Se eu correr em linha reta, eles nunca me apanham. E se me perguntarem, digo que estava a fazer um estudo sobre a velocidade em que os professores perdem a paciência.”
O Ministro da Educação, na sua última aparição pública, comentou que “é uma pena que os professores estejam a tirar baixa e os alunos a fugir, pois isso só demonstra a falta de motivação no sistema educativo”. No entanto, parece que a verdadeira motivação é evitar reuniões que, segundo um professor de Matemática, “não resolvem a equação do que realmente importa”.
Enquanto isso, a proposta de criar uma “Zona de Fuga” nas escolas, onde os alunos poderiam praticar o seu sprint diário, está a ser discutida nas reuniões que os professores não estão a frequentar. “Pelo menos assim, ganharíamos medalhas em vez de sermos chamados a reuniões sem fim”, disse um educador, enquanto sonhava com a possibilidade de um pódio em vez de um quadro branco.
Em conclusão, o país parece estar a transformar-se numa comédia de erros, onde professores tiram baixa para evitar reuniões e alunos tentam escapar da escola como se fosse uma missão impossível. E quem sabe, talvez um dia possamos todos celebrar o Dia Nacional da Evasão Escolar, com medalhas de ouro para os melhores fugitivos e prémios para os professores mais criativos na arte de desaparecer.
