Os investigadores descobriram que uma boa parte dos inquiridos argumenta que o seu amigo de quatro patas é um ouvinte mais atencioso, não faz perguntas difíceis e, o melhor de tudo, nunca prescreve uma dieta restritiva. “O meu cão não se importa se eu como um petisco ou dois... ou três!”, afirma Maria, uma das entrevistadas, enquanto o seu labrador a olha com um olhar que diz: “Mais um biscoito, por favor!”
Além disso, a pesquisa revelou que 78% dos participantes acreditam que as conversas com os cães melhoram o seu bem-estar emocional. “Quando falo com o meu Rocco sobre os problemas do dia, ele abana o rabo e parece que realmente se importa. Já o meu médico só abana a cabeça e pede para eu fazer exames”, disse José, um dos muitos que preferem a companhia canina à consulta médica.
Os resultados do estudo também mostraram que 63% dos respondentes consideram que os cães são melhores conselheiros de vida. “Seja sobre relacionamentos ou a melhor forma de lidar com a pressão do trabalho, o meu cão sempre tem uma solução. E se eu precisar de conforto, ele só me lambe a cara e tudo fica bem”, conta Rita, enquanto o seu Chihuahua, o filósofo da casa, observa com um olhar profundo.
Em resposta a este fenómeno, a Ordem dos Médicos já está a pensar em lançar uma nova campanha: “A Saúde Está na Lata”. O objetivo é incentivar os portugueses a verem os médicos de família como os novos terapeutas de estimação, que também podem oferecer snacks saudáveis (não tão saborosos quanto os do cão, claro) e consultas que não envolvem a insuportável espera na sala de espera.
Entretanto, as associações de veterinários já começaram a oferecer consultas de saúde mental com desconto. “Se o seu cão pode ouvir os seus problemas, porque não fazer uma consulta conjunta?” disse um veterinário que já está a preparar o seu novo livro: “Conversas Caninas: O Melhor Psicólogo é o Seu Cão”. Afinal, quem precisa de um médico quando se tem um amigo leal ao seu lado, pronto para ouvir e, claro, pedir uma bolacha de vez em quando?
Enquanto isso, os médicos de família vão ter de se reinventar. Talvez um curso de “Como Falar com Cães” esteja na ordem do dia. Porque, no final, se os cães estão a dominar as conversas, quem sabe um dia não teremos consultas em que o paciente é o cão e o dono apenas escuta? “Vou ao médico com o Rocco, ele tem uma consulta de rotina, mas eu vou aproveitar para desabafar sobre a falta de tempo para passeios.”
Assim, enquanto os portugueses continuam a trocar confidências com os seus cães, o mundo da medicina enfrenta uma nova era. E quem diria que a chave para uma vida mais saudável estava escondida na cauda de um cão? A única certeza é que, com um amigo assim ao lado, quem precisa de médicos? Apenas mais biscoitos, por favor!
