“Precisamos de estar todos unidos, como uma grande família, ou pelo menos como um grupo de pessoas que não se conhece bem, mas que se vê uma vez por ano no Natal”, disse o dirigente, enquanto se equilibrava numa perna e sacudia o braço como se estivesse a tentar afastar uma mosca. A metáfora era clara: se conseguirem dançar juntos, talvez consigam também trabalhar juntos. O único problema é que, para muitos, a dança ainda é uma arte mais fácil do que a política.

Entretanto, os professores, sempre prontos para a próxima greve, decidiram que era o momento ideal para ensaiar passos de dança também. Afinal, quem disse que não se pode reivindicar melhores condições de trabalho enquanto se faz um passo de salsa? “A greve é apenas uma forma de nos expressarmos artisticamente”, revelou um professor de educação física que estava a fazer uma pirueta. “Além disso, o ritmo é contagiante!”

O apelo à união do CDS, misturado com os ensaios dos professores, gerou uma onda de entusiasmo nas redes sociais. Os hashtags #DançaComNuno e #GreveComEstilo rapidamente se tornaram virais, com vídeos de políticos e professores a tentarem sincronizar os seus movimentos, levando a que muitos se perguntassem se estávamos a assistir ao renascimento da dança política em Portugal.

Enquanto isso, Nuno Melo, que estava a preparar-se para ser o próximo grande nome da dança política nacional, comentou: “Se a política não funciona, pelo menos que possamos dançar”. E assim, entre passos de cha-cha-cha e propostas de lei, Portugal caminha para um futuro onde a política e a dança se entrelaçam de forma inusitada. Se tudo correr bem, na próxima greve, os professores poderão fazer uma performance que vai deixar os cidadãos a aplaudir… ou a correr para a saída!